Tudo o que você precisa saber sobre o Coronavírus

coronavírus

Coronavírus, um assunto delicado…

Assim começo este artigo, abordando um assunto preocupante, porém, de substancial importância no cenário brasileiro e mundial atual.

Para nós brasileiros começou a ter mais relevância na manhã do dia 26 de fevereiro, onde foi constatado o primeiro caso positivo de contaminação pelo coronavírus no Brasil, e em toda América Latina.

Mas me aprofundarei neste assunto ao decorrer deste artigo.

Começo este segundo paragrafo com a notícia de que a propagação do coronavírus dificilmente será contida no Brasil, assim como nos países infectados.

Não há motivos para amedrontamento, contudo, devemos ter a consciência que estamos vivendo uma pandemia e devemos nos precaver.

Mas vamos aos tópicos deste artigo.

Nele você irá entender o que é o coronavírus, seus sintomas, diagnósticos, transmissão e prevenção.

Os casos reportados de suspeitas, casos confirmados, e mortes no Brasil e no mundo.

Como acontecem as maneiras de monitoramento de pacientes e o que há de mais inovador na detecção deste novo vírus.

Esclarecimentos sobre o Coronavírus (CoV)

Após introduzir sobre o que se trata este artigo, adentro agora na explicação desta grande família viral, os coronavírus (CoV).

São conhecidos desde meados dos anos 60, e causam infecções que culminam na dificuldade respiratória em seres humanos e animais.

Uma boa analogia para o entendimento que já se fez notório, devido a grande disseminação em canais de informação, é de que os sintomas do coronavírus são equivalentes aos de um resfriado comum.

Os indivíduos mais propensos ao vírus são crianças abaixo de 5 anos, e idosos acima de 60 anos de idade.

Os coronavírus podem causar síndromes respiratórias leves, moderadas e graves, e esta última ficou mais conhecida pela sigla SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome), que traduzida em português significa síndrome respiratória aguda grave.

Os primeiros relatos do surgimento do coronavírus associado a SARS (SARS-CoV), aconteceu na China, em 2002.

Rapidamente o vírus foi disseminado para países das Américas do Norte e do Sul, Europa e Ásia, infectando diversas pessoas, antes de ser contida em 2003. 

Posteriormente a isso, nenhum caso tinha sido mais relatado mundialmente.

Atualmente, estamos lidando com a mutação deste coronavírus que até então não haviam apresentados casos em todo mundo.

Oriundo de Wuhan – China, a nomenclatura dada a esta mutabilidade viral é a SARS-CoV-2, e a doença recebeu o nome de Covid-19, onde se pode ler com minucia neste Boletim Epidemiológico emitido pela Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde, no dia 21 de fevereiro de 2020.

Os sintomas

Sintomas

O diagnóstico

A transmissão do vírus

Não se pode precisar exatamente ao certo quais são as formas de transmissão do vírus, devido as suas investigações ainda estarem amadurecendo.

Do que se pode concluir é que a transmissão é realizada de indivíduo para indivíduo, por contaminação de gotículas respiratórios ou contato.

Podendo incluir gotículas de saliva, tosse, catarro, espirro, aperto de mãos, contato com objetos contaminados e posteriormente contato com vias respiratórias.

Ou seja, qualquer pessoa que tenha sido exposta a estes casos, obterão risco de saúde.

Ainda não se possui clareza de acordo com a velocidade com que o coronavírus se alastra, mas se sabe que a sua transmissão é menos intensa que a da gripe.

O seu período de incubação ocorre entre 5 e 12 dias, podendo surgir possibilidades de transmissão a partir de 7 dias.

A transmissão pode intercorrer entre indivíduos assintomáticos, porém, os seus sintomas podem aparecer desde a infecção.

Todavia, ainda não existem estudos o bastante para determinar exatamente quantos dias antes dos indícios dos sintomas uma pessoa infectada começa a transmitir o vírus.

Existe tratamento para o Coronavírus?

Esta é uma resposta que não agrada a quem lê, não existe um tratamento específico para coronavírus humano.

Existem algumas medidas para que sejam aliviados os sintomas, conforme cada caso.

Porém, os mais recomendados são o consumo abundante de água, repouso, e o uso de medicamentos para dor e febre.

Lembrando que assim que surgirem os primeiros sintomas, é fundamental a procura de um médico para detalhar seu diagnóstico, e se caso der positivo para coronavírus, essas medidas citadas acima devem ser iniciadas.

Conjunturalmente ao isolamento do paciente para a quarentena domiciliar, seguida de monitoramento de órgãos competentes, que são as autoridades sanitárias.

Mas nem tudo está perdido, nós devemos nos previnir, cobrindo corretamente boca e nariz ao espirrar.

Não compartilhar objetos de uso pessoal.

Utilizar antissépticos a base de álcool, e lavar bem as mãos.

Manter os ambientes limpos e arejados.

Abster-se de deslocamentos caso seja dado como positiva a infecção de coronavírus.

Evitar contato com pessoas doentes, e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

E outra informação muito relevante para quem ainda está preocupado e não sabe a real finalidade do uso das máscaras.

Tendo em mente que já existem dois casos confirmados no Brasil, algumas pessoas acham que devem utilizá-las.

Independente da confirmação de casos de coronavírus em solo nacional, se sair use máscara.

O primeiro caso da América Latina

O primeiro caso de coronavírus da América Latina foi confirmado, e está localizado no Brasil, mais precisamente em São Paulo.

Foi comprovado um caso positivo de coronavírus em um brasileiro de 61 anos que voltou de viagem da Itália – Lombardia, no dia 25 de fevereiro.

O paciente é hipertenso, e por ter uma idade elevada, e obter maior risco, no caso dele específico os sintomas são leves e não se agravaram até o dia de publicação deste artigo.

Sem identificação, este homem estava a trabalho na Europa entre os dias 9 e 21 de fevereiro.

Chegando ao Brasil, foi constatado que o indivíduo estava assintomático, e depois de alguns dias procurou o serviço de saúde com dificuldades respiratórias.

Anteriormente a isso, ele havia participado de uma reunião em família, levando o Ministério da Saúde a colocar em observação 30 pessoas que tiveram contato direto com o contaminado.

Hoje, o paciente está em isolamento domiciliar de quarentena.

O diagnóstico seguiu um procedimento de coleta de material respiratório, onde o indivíduo foi registrado com a contaminação após teste no Hospital Albert Einstein.

Posteriormente o caso foi designado para uma contraprova no Instituto Adolfo Lutz, que foi concluído em três horas, comprovando a infecção do vírus.

Atualmente no Brasil foram confirmados dois casos de coronavírus.

O outro paciente, é um homem de 32 anos de idade que esteve em Milão – Itália.

Ele está em quarentena domiciliar, isolado com a sua mulher que não apresenta sintomas.

Com este indivíduo os sintomas já apresentaram-se logo no retorno ao território nacional.

Mesmo o cidadão ter relatado o uso de máscara na viagem, ele disse que teve febre, tosse, dor de garganta, muscular e de cabeça.

O resultado foi confirmado pelo mesmo hospital do primeiro infectado, Albert Einstein, no dia 28/2.

Acompanhe em tempo real quantas pessoas no mundo foram infectadas e quantas morreram por conta do coronavírus clicando aqui!

Monitoramento do coronavírus

Foi preconizado pelos órgãos responsáveis, as autoridades sanitárias de São Paulo, que ao surgirem sintomas da doença é essencial procurarem um serviço de saúde especializado mais próximo.

Como por exemplo, casos onde o indivíduo apresente alguns dos sintomas associados as particularidades epidemiológicas, como histórico de viagem em locais de risco de contaminação, ou contato com alguma pessoa que tenha a suspeita ou a confirmação do vírus.

O monitoramento de casos suspeitos serão controlados pelo Governo da Cidade de São Paulo, através de centros de operações de emergências em todo território nacional, e funcionará durante 24 horas por dia, onde ocorrerá o controle de registros de todos os casos de coronavírus.

É um plano de ação que tem como parceiro a Prefeitura de São Paulo, e contará com profissionais de todos os municípios, incluindo a disponibilização de todos os materiais para a assepsia e proteção dos funcionários de saúde.

O que há de mais novo na detecção do vírus

A inteligência artificial, já se destaca no cenário da saúde atual, agilizando e automatizando processos mais complexos.

E para detectar o vírus nos pacientes, uma empresa chinesa vem promovendo a diferença neste contexto.

A empresa Infervision, de Beijing – China, uma starup que desenvolve ferramentas para diagnósticos por imagem fundada em 2015.

O serviço de inteligência artificial prestado consiste em usar um algoritmo para detectar sinais visuais de pneumonia associadas ao Covid-19 em imagens de tomografias computadorizadas.

O local que recebe esta ferramenta é o Hospital Zhongnan, da Universidade Wuhan, no epicentro da doença na China, e lá são detectadas as infecções caudas pelo vírus.

O diagnóstico não é o suficiente para detectar a doença.

Porém, todos os esforços da equipe do hospital, são destinados aos casos com maior probalidade da doença.

Esta ferramenta já foi difundida para hospitais chineses e clínicas localizadas na Europa e nos EUA.

A versão atual desta ferramenta de inteligência artificial já foi ensinada com mais de 2.000 imagens de pacientes com o coronavírus positivo.

Isto ocorreu por conta da política de segurança geral de dados na China, terem leis mais brandas, o que proporciona maior acesso as imagens de pacientes.